Pensar mais devagar

Sexta passada eu tive que aguentar algumas horas de espera, e, para me fazer companhia, comprei a Galileu de dezembro. Dei de cara com a entrevista de um cara chamado Richard Watson. E ele falava justamente sobre como as pessoas estão perdendo sua humanidade, assunto que eu havia tratado aqui no dia anterior.  Eu poderia copiar a entrevista inteira como argumento para o que defendo, mas escolhi retirar apenas uma citação:

“Estudo feito há 10 anos mostrou que 10% dos americanos diziam não ter amigos para conversar em profundidade sobre o que sentem. Hoje, esse número subiu para 25%”.

É justamente isso que tenho percebido: por mais que se conheça pessoas, com quantas você consegue estabelecer um diálogo de confiança e confissão?

Para o entrevistado, esse sintoma se combate com pensamentos mais lentos (isso mesmo que você leu, pensar mais lento – o que aumenta a reflexão e pode reduzir os erros) .

Então, encontrei nessa entrevista mais um conselho para a pauta de 2011: pensar devagar – isso se eu quiser continuar sendo um ser pensante, em vez de me entregar ao emburrecimento compulsivo que a sociedade vem enfrentando.

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Uma resposta para Pensar mais devagar

  1. Nilton Santos disse:

    Eu acho simplesmente uma notícia e tanto. Por mais que não queiram acreditar, e os incréus sempre insistem no mesmo erro, Daniel, há mais de 3000 anos já dizia que com a multiplicação da ciência o amor esfriaria. Fato é que com o desenrolar dos anos, o homem parou de pensar no coletivo, e foi se isolando socialmente. Passou a viver em uma redoma de vidro que ele mesmo criou, convivendo ali com seus monstros e seus segredos mais ocultos. Esqueceu de que é preciso amar e ser amado, e foi aos poucos perdendo a capacidade de interação. O contato foi se tornando supercial, de segundo grau, movido por interesses pessoais momentâneos, e os contatos de primeiro grau, emotivos, foram diminuindo até mesmo entre as famílias.
    O homem escolheu deixar de praticar o que é justo. Decidiu a cuidar mais de sua carreira, sua evolução, o seu tempo no espaço e esqueceu de que precisa mais do próximo do que imagina. A revista Galileu vem trazendo uma informação que há muito gerei em minha mente. Matéria interessante, mas está uns 3000 anos atrasada.

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